Arquivo da tag: Dnano

Dnano – Pista Oval

Pista Oval para Dnanos.

Me lembrou este aqui.

Lotus F1 72D 1973 – convertida de SCX 1/32 para dNano 1/43

Primeiramente, um objetivo na cabeça: após ver vários vídeos e posts sobre bolhas F1 de dNano, principalmente da F1 antiga, queria um dnano f1. Entretanto, as bolhas existentes são adaptações e verdadeiras obras de arte artesanais, e não estão à venda (até onde sei).

Pois bem, comecei a pesquisar o que o pessoal mundo a fora tem feito para criar um dNano F1. O processo, em resumo, não é nada fácil, e muito provávelmente o chassi e a placa do dnano sofrerão reposicionamento e modificações que podem ser irreversíveis! Mas ainda assim, aceitei o desafio.

Tinha duas escolhas na manga, pela indicação dos amigos do Galpas e também as pesquisas: comprar um kit plasti 1/43, que costuma a ser um pouco salgado e raro (pelo menos nos lugares que consultei), mas o trabalho final fica uma verdadeira arte, ou comprar um F1 de autorama 1/32 e convertê-lo.

Na pesquisa vi modelos da Flyslot que são lindos, e uma hora posso converter, depois que ganhei experiência com esse projeto. O preço chega a ser tão salgado quanto um Kit, mas já vem prontos. Então, para não se frustar em destruir um modelo raro e bacana (descanse em paz minha Peugout 908 SCX =( ), escolhi um modelo menos detalhado e simples, nem por isso menos raro e lindo, de um Scaletrix.

Como sou fã dos carros dos anos 60/70, principalmente por jogar Grand Prix Legends, procurei logo um modelo “charutinho”, e a paixão a primeira vista foi essa:

Carro recém chegado dos correios.

Paixão à primeira vista, pela cor preta e detalhes dourados, fora os pneus de espuma com rodas de aro amarelo. Reforçado ainda a motivação após ver esse vídeo:

Então com o carro em mãos segui nas pesquisas e desmontei o dnano:

Pesquisa de outros projetos similares, dnano desmontado e f1 pronto para a conversão

Bom, antes de sair “dremeando” tudo pela frente, resolvi pedir uma opinião à galera da pista, então apresentei não somente o F1 desmontado, mas também o dNano…chocou um pouco aos presentes no recinto:

dNano e F1 desmontado – aula de anatomia

Bom, feito isso, sabadão de carnaval e sem conseguir viajar, resolvi logo cedo arregaçar as mangas e iniciar o projeto.

Materiais utilizados no projeto:

1 x Micro retífica – no meu caso uma Black & Decker e várias peças de corte (disco) e perfuração.

1x Óculos de proteção – IMPORTANTÍSSIMO! Segurança em primeiro lugar

1x Ferro de Solda 30W – Para não sair torrando os componentes

1x Estanho 0.5mm – Ajudou e muito a fazer soldas precisas

1x Assistente de papai noel com lupa

1x Alicate bico fino

1x Fita isolante

50cm de fios mais finos que tiver

30h disponíveis para conversão – Sim, toma tempo!

—————————-

Feito isso, iniciei a conversão pela eletrônica. Primeiro, o potenciômetro é diferente do MR03, é deitado e fixado diretamente na placa, sem fios. Como para estreitar mais o carro, é preciso rotacionar a placa, então será preciso ligar o potenciômetro com fios, e alongar um pouco mais o fio do motor do servo:

Potenciômetro removido
Potenciômetro removido

 

Conjunto de servo removido para alongamento do fio do motor

Hora então de colocar fios para o servo. Coisa de 4cm de fios são mais que suficientes. 3 fios para o potenciômetro, procurando manter a mesma ordem de antes, ou uma leitura incorreta do pot poderia acontecer:

3 fios para o potenciômetro

 

Potenciômetro colocado
Fios do motor adicionados. Somente extendi os fios, eu não soldei direto no motor

No entanto, um pouco antes dessas fotos já parti para “dremear” o chassis, eliminando as bordas para permitir que a placa ficasse na horizontal:

Chassis antes
Laterais recortadas
Aba traseira recortada

Foi preciso “dremear”a parte de cima, onde ficava a bateria, também, a fim de reduzir o perfil do carro:

Parte de cima da bateria, antes

 

Parte da frente, tampa do servo, recortada

Resultado da primeira parte do trabalho:

Dnano preparado

——————————————————————————

 

2a parte do trabalho, já no Galpas

Nesta parte, foi preciso ver como a bateria seria ligada e se toda soldagem ocorreu sem problemas. Confesso que deu um medo de sair fumaça em tudo e mandar todo o projeto para o espaço.

Soldagem dos fios da bateria

ATENÇÃO: Um grande medo é que os conectores dos fios da bateria são muito próximos, assim como MR03, então a soldagem teve que ser bem precisa e garantir que os contatos não se encostassem! Minha preocupação até hoje são justamente esses dois contatos, que me fez trocar os conectores e fios das baterias várias vezes pelo medo de que se soltassem!

Feito isso, liguei a bateria de um heli simples que tinha e liguei o rádio, para minha alegria e alívio, o carro ainda estava vivo!

Carro funcionando com uma bateria de heli

Como forma de proteger melhor o circuito, envolvi ele numa fita isolante para evitar que um parafuso, fios, ou até mesmo o metal da bateria pudessem provocar um curto circuito

Carro protegido com fita isolante

———————————————————————–

Ajustado a placa, parti então para a “dremeação” da bolha. Como foi uma fase muito artesanal e cheia de tentativas e erros, não tirei todas as fotos do processo, mas já adianto que muita parte interna e externa do carro teve que ser comida para poder encaixar o dnano, mesmo estreitado.

Procurei ao máximo evitar de cortar partes da bolha, a fim de preservar a escala, mas foi um trabalho difícil. Da base do chassis, quase nada se aproveitou, e da traseira, onde vai o desenho do motor também, pois batia ou nas rodas ou no montante. É o preço, nem tudo dá para deixar 100% escala numa conversão.

Primeiro trabalho foi posicionar o chassis e as rodas da frente no ponto certo de esterção, procurando respeitar ao máximo a altura do carro:

Chassis e bolha se encontrando pela 1a vez

 

Ajustando o posicionamento das rodas dianteiras.

 

Vista da parte debaixo

Uma vez posicionado a parte frontal, previsava colocar a parte traseira do chassis do fomulinha, a fim de respeitar o modelo. Mesmo conseguindo posicionar a placa, vi que a parte traseira teria que ser removida. Enfim, somente aproveitei as entradas de dar:

Chassis do formulinha adaptado

 

Chassis do formulinha adaptado
Altura do carro ajustada

Após essa imagem, vi que não daria certo essa parte traseira. A removi, e pensei comigo mesmo, onde é que vou posicionar o plate do montante traseiro? O pulo do gato está na imagem a seguir:

Traseira montada

Por esta foto, que não está muito nítida, dá para ver que o segredo está em preservar a peça onde é parafusado o plate no chassis original do dnano. Vi isso em outros modelos da internet também, e foi o que ajudou a montar uma traseira bacana. Mais detalhes nas fotos a seguir

Protótipo do carro adaptado

Para efeitos de teste, coloquei essas rodas que já vieram de outro projeto 1/32 que não deram certo. As rodas estão coladas às originais do dNano, com um furo no miolo delas para passar o parafuso de fixação.

Infelizmente como o montante pegava demais no desenho do motor, tive que cortá-lo, deixando somente algumas partes e os extratores de ar.

Agora foi a vez das colocações das rodas originais do modelo, para dar o ar de F1 antiga. Segui o mesmo padrão, colando nas rodas originais do dNano e furando o miolo. O trabalho maior foi o balanceamento delas:

Rodas frontais coladas
Rodas traseiras coladas e montante ajustado, bem como os fios do motor do dnano alongados

 

Outra visão do montante e pneus

Depois disso, a vitória mas ao mesmo tempo frustação. Terminei o carro mas não consegui colocá-lo na pista no dia devido ao conector da bateria que não tinha dado certo. Mas segue o trabalho final:

Final

 

Frontal

Então, na última terça, dia 04, consegui colocar um conector mais confiável e modificar uma bateria original do dnano. Após reduzir um pouquinho o perfil da placa, consegui encaixá-la na apertada bolha, aí foi somente alegria na pista:

Considerações finais

Após esse projeto estou colhendo os frutos. O carro precisa de alguns alinhamentos, mas tem sido bem divertido. O maior medo foi do motor esquentar demais, mas na verdade me enganei, não esquenta e anda tanto quanto o MiniZ 1/28! Estou usando o X Speed da Kyosho.

O que digo é que a conversão é possível. Pretendo partir para modelos mais detalhados 1/32, que já estou de olho…entretanto não recomendo que você faça isso com seu único dnano, pois além de ser um pouco salgado (pelo menos aqui no BR), você pode danificá-lo permanentemente em uma soldagem mal feita ou uma imperícia com a microretífica!

Não há receitas de bolo de como fazer a conversão, e pode ser que ela fique uma porcaria, mas se você realmente quiser um dNano F1, vale a pena o risco. É uma sensação ótima poder ver um modelo que antes você via somente nos trilhos de um autorama “voando baixo” numa pista sem trilhos!

Abraço a todos! Até a próxima.

 

Dnano Day 4

Vídeo das Corridas

Dnano Day 2

Sombra obrigado pelas fotos e parabéns pela vitória.

 photo corrida02_zpsfa3de680.jpg
 photo corrida03_zps89e3d6f4.jpg
 photo corrida07_zpsba630ab4.jpg
 photo grid05_zpsc3835710.jpg
 photo arrancada00_zpse7c07229.jpg
 photo arrancada01_zps5f9f0ce6.jpg
 photo corrida14_zps33ee8435.jpg
 photo corrida16_zps9880da8c.jpg
 photo grid06_zps4e4e2c13.jpg
 photo corrida18_zpsa5ea59d2.jpg
 photo corrida22_zps18150fea.jpg
 photo corrida23_zps9cf0028d.jpg
 photo corrida24_zpse88bd0b5.jpg
 photo galera09_zps7eac7119.jpg

Dnano Day 1

Mais um evento no Dnano Club do André Alves, realizado no dia 08/02/2014, que contou com a presença de mais de 10 participantes! Acreditamos que foi o maior encontro de Kyosho MiniZ Dnano do Brasil! Corridas, ultrapassagens, acidentes e disputas de tirar o fôlego, acompanhado de um excelente churrasco e a alegria da galera participante!

Todos que participaram do evento, e também aqueles que por ventura nao puderam comparecer ao local, agradecemos a nosso amigo Andre Alves por gentilmente nos receber em sua residência, onde construiu a pista, e está a cada evento que acontece, fortalecendo nao somente a uniao dos hobbistas da linha MiniZ da Kyosho, mas sim a amizade entre os integrantes! Enfim, uma família!